No Nordeste do Brasil, é comum encontrar pessoas que não têm documentos básicos, como Registro Civil, CPF, Carteira de Trabalho, Título de Eleitor. Sem eles, a vida se torna mais difícil. Mas uma parcela da população nem sequer existe perante a lei. São meninos e meninas, homens e mulheres que nunca foram registrados, não têm certidão de nascimento, são invisíveis.
A série de três reportagens “Anônimos” revela o dia a dia de pessoas que não recebem qualquer assistência por parte dos governos porque não têm como provar que nasceram. As matérias mostram a dificuldade que um adulto tem para se registrar e cobra do poder público providências para que novas gerações de famílias não subexistam.
A série foi exibida entre os dias 18 e 20 de janeiro de 2012 na TV Jornal/SBT. A reportagem é de Fabiana Maranhão, com imagens de Círio Gomes e Pedro Guimarães, produção de Alissa Farias e Fabiani Assunção e edição de Eriberto Pereira e Juliana Damasceno. Assista:
Em uma comunidade carente na área central do Recife, uma senhora arranjou um jeito diferente, divertido e nada discreto de vender os banquinhos de madeira que produz. Conheça a história de Quinha do Tamborete.
Reportagem exibida pelo TV Jornal Meio Dia, na TV Jornal (SBT), no dia 14 de junho de 2011. Reportagem: Fabiana Maranhão | Imagens: Cláudio Caça | Produção: Milton Couto
Início do século 20. Sertão nordestino. Uma Maria fez escolhas. Contrariou costumes da época, seguiu o caminho do coração e entrou para a história. É Maria Bonita, mulher de Virgulino Lampião, o Rei do Cangaço.
No especial “As Marias”, conheça a vida dessa jovem, e a história de outras “Marias” que também quebram regras, desafiam preconceitos e, acima de tudo, amam!
O especial foi publicado no dia 31 de março de 2011 no NE10.
No começo de 2010, uma ideia surgia, ainda tímida: tentar lançar um novo olhar sobre o abuso sexual de crianças e adolescentes em Pernambuco. A vontade de abordar o tema amadureceu e se transformou no projeto Infância Perdida que conquistou o 5º Concurso Tim Lopes de Investigação Jornalística, promovido pela Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI), Childhood Brasil e Save the Children Suécia.
A equipe de reportagem percorreu quase dois mil quilômetros e municípios de todas as regiões do Estado em busca de histórias de crianças e adolescentes que foram abusados por quem deveria protegê-los da violência: pais, tios e avôs. E, a partir dessas histórias, procuramos mostrar que o abuso sexual é um crime que atinge as diversas camadas sociais, meninos e meninas, e está em diversos lares de todo o Estado.
O resultado foi um grande especial composto por uma série de cinco reportagens exibida em agosto de 2010 pela TV Jornal, afiliada do SBT em Pernambuco; outra série de quatro matérias veiculada na Rádio Jornal 780 AM; uma série de três reportagens publicada no Jornal do Commercio; além de um especial para internet que reúne grande parte desse material multimídia.
Acesse o especial multimídia
Depois de meses de correria e dificuldades para produzir todo esse material, vieram as alegrias. As séries conquistaram diversos prêmios:
*32º Prêmio Vladimir Herzog (um dos mais importantes do Brasil): prêmio principal nas categorias rádio e TV, e menção honrosa na categoria internet;
*27º Prêmio de Direitos Humanos de Jornalismo: prêmio principal na categoria rádio.
Josicleide dedica as 24 horas do dia à filha
Foto: Fabiana Maranhão/Especial para o JC Online – Josicleide, quantos anos vocês tem?
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- Qual é a sua profissão?
- Não trabalho.
Não é bem assim. Basta acompanhar a rotina dela por alguns minutos para ter certeza que trabalho é o que não falta na vida de Josicleide Lira.
A ex-auxiliar de vendas vive em uma casa simples na comunidade Beira-Rio, no Pina, Zona Sul do Recife. Durante o dia, não passa um minuto sequer parada. A todo instante está atenta às necessidades da filha, Fernanda, de seis anos.
Inquieta, como a maioria das crianças da idade dela, a menina anda de um lado para o outro da casa. Já aprendeu a comer, escovar os dentes e se vestir sozinha, mas a mãe sempre dá uma mãozinha. Essas tarefas são aparentemente simples, mas exigem um esforço a mais da menina, que nasceu com má formação na coluna e nas pernas. Veja como foi a conversa com mãe e filha.
Até os três anos de idade, Fernanda só engatinhava. Foram necessárias oito cirurgias e sessões semanais de fisioterapia na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) para que ela conseguisse andar. Mas as muletas rosas estão sempre por perto. Em casa, os móveis da casa servem de apoio. Na rua, é carregada nos braços pela mãe que tem medo que ela tropece e caia.
Por causa da condição especial de Fernanda, Josicleide parou de trabalhar. Dedica as 24 horas do dia à filha desde que decidiu criá-la. A menina é filha biológica do ex-marido e uma outra mulher, que rejeitou a menina com poucas semanas de vida.
“Um dia, quando fui visitar a minha ex-sogra, vi aquela menina pequeninha, com as pernas juntinhas e pra cima, e me encantei”, conta Josicleide, com brilho nos olhos.
A ex-auxiliar de vendas diz que passou a levar a criança para passar as noites com ela, e em poucos meses, Fernanda já ocupava um lugar no coração e na vida da mulher que tem outros dois filhos, esses biológicos.
“Apesar das dificuldades, nunca me arrependi pelo que fiz. Fernanda foi um presente de Deus pra mim”, declara. Fernanda retribui as palavras com um beijo na mãe.
Nas ruas, elas são maioria. Na garupa. São namoradas, esposas e amigas que aproveitam a vaga na parte traseira das motos para pegar carona. Mas isso tem mudado. É cada vez mais comum se deparar com mulheres pilotando motos em Pernambuco. Em quatro anos, a quantidade de habilitações para mulheres cresceu 87%. Aos poucos, elas conquistam as ruas sobre duas rodas.
Fabiana Maranhão – Especial para o JCPublicado em 30.07.2009, às 11h37
Publicado em 30.07.2009, às 11h37
Fabiana Maranhão – Especial para o JC Online
Online
O crescente número de casos da gripe A (H1N1) no Brasil tem assustado. Mas o que talvez muitos não saibam é que o tipo comum da gripe também mata e, de acordo com especialistas, muito mais que a nova gripe. Em Pernambuco, quase 100 pessoas morreram por mês, no ano passado, por causa da gripe comum e outras complicações provocadas pela doença, como pneumonia e bronquite. Em 2008, foram registradas 1.206 mortes em todo o Estado, de acordo com dados do Departamento de Informática do SUS, o DataSUS.
Os números revelam ainda que os idosos são as principais vítimas: 75% das pessoas que morreram em decorrência da gripe comum, pneumonia e bronquite tinham mais de 60 anos de idade.LEIA MAIS
Entre os meses de janeiro e maio deste ano, período mais recente dos dados disponíveis no site do Ministério de Saúde, foram registradas 524 mortes em Pernambuco. Isso representa um aumento de cerca de 20% em relação ao mesmo período do ano passado.
A diretora geral de Vigilância Epidemiológica do Estado, Roselene Hans, informa que, nos últimos 10 anos, uma média de 700 pessoas morreu por ano em Pernambuco por causa da gripe comum e outras complicações. “Doenças como a pneumonia, por exemplo, começam na maioria dos casos como uma gripe que acaba se agravando. Isso acontece com muita frequência entre a população idosa”, explica.
Na opinião do infectologista Vicente Vaz, do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, no Recife, todas as atenções estão voltadas atualmente para a gripe A (H1N1), mas é preciso ter cuidado com a gripe comum. “A gripe é uma doença subestimada pela população e até pelos médicos. Normalmente, é benigna, mas, como a procura pelo médico em casos de gripe é rara, a doença pode evoluir para uma fase aguda ou complicação bacteriana e levar até a morte”, alerta.
CUIDADOS - Evitar a gripe é uma tarefa difícil, principalmente nesta época do ano, quando são comuns surtos da doença. Mas não é impossível. Essa é a opinião dos médicos que recomendam que as pessoas reforçem durante o inverno os cuidados para não contrair a doença.
“Atitudes simples, como ter uma alimentação saudável e fazer atividades físicas regularmente ajudam a tornar o sistema imunológico mais resistente”, detalha o infectologista Vicente Vaz. Ele acrescenta que lavar as mãos com frequência e evitar manter contato com pessoas gripadas também são formas eficientes de prevenir a doença.
Depois de quase dez dias de buscas, chegaram ao arquipélago de Fernando de Noronha (PE) os primeiros corpos resgatados do mar de vítimas do voo 447 da Air France. O avião que seguia do Rio de Janeiro para Paris, na França, caiu no Oceano Atlântico no dia 31 de maio de 2009. 228 pessoas estavam a bordo da aeronave.
Matéria exibida em junho de 2009 na TV Jornal Recife (SBT).
O Aeroporto Internacional do Recife tem sido considerado pela Polícia Federal como parte de uma rota ‘alternativa’ de tráfico de drogas. 30% das drogas apreendidas no estado de Pernambuco foram encontradas com pessoas que tentavam embarcar ou chegavam ao aeroporto. E na tentativa de localizar a maior quantidade possível de drogas, a polícia conta com ajudantes especiais dentro do aeroporto.
A reportagem foi exibida em 2009 na TV Jornal Recife (SBT).